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Empresa responsável por projeto de condomínio em Rosário é investigada pela Polícia Civil

Na semana passada, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou operação que revelou fraudes praticadas por empresa do ramo imobiliário. Os investigados são suspeitos de não entregarem imóveis já vendidos, além de outras irregularidades. A construtora é responsável por projetos em diversas cidades do estado e fora dele, inclusive em Rosário do Sul.

A operação policial foi deflagrada em Santa Maria no último dia 26 de junho e as acusações envolvem a empresa Ampar. Seus donos são suspeitos de vender imóveis em áreas irregulares, não entregar a obra e não devolver o dinheiro para os compradores.

Na data, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Santa Maria e Porte Alegre, onde funciona a sede da empresa. Um dos sócios foi preso por porte ilegal de arma na capital. Segundo reportagem da RBS TV, ele foi ouvido e liberado, sem o pagamento de fiança.

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Uma pistola calibre 380, municiada com 13 cartuchos, foi apreendida durante as buscas. O filho do vice-presidente da Ampar também foi detido, por porte de maconha, mas alegou que a substância era para consumo próprio, assinou termo circunstanciado e foi liberado.

Conforme a investigação, a empresa iniciava a construção e a venda de imóveis sem autorização, já sabendo que a obra seria parada por algum órgão público. Assim, desde 2016 foram lançadas construções de 753 casas só em Santa Maria.

Em Rosário do Sul, as obras começaram em fins de 2016

Empresa prometeu construir quase 60 moradias em Rosário do Sul

Dentre as cidades em que a empresa atuou, está Rosário do Sul. São Gabriel, Santa Cruz do Sul, além dos estados da Bahia, São Paulo e Paraná também possuem imóveis inacabados de responsabilidade da Ampar. O delegado responsável pela investigação, Antônio Firmino de Freitas Neto, diz que o prejuízo é superior a R$ 1 milhão. Os envolvidos são acusados dos crimes de formação de quadrilha e estelionato.

A promessa em Rosário do Sul era da construção de um condomínio residencial com 58 moradias. Os imóveis poderiam ser comprados na planta, com preço a partir de R$ 99.990. O espaço compreenderia uma área de 6 mil m², com residências de 41 m².

A reportagem da RBS TV ouviu uma das vítimas na cidade, um gari que perdeu R$ 10 mil na negociação. As casas estariam sendo erguidas no município sem a autorização da prefeitura. Em entrevista ao veículo, o engenheiro da Administração Municipal, Gabriel Cabeda, disse que os empresários demonstravam pressa e alegavam que ele estaria impedindo o avanço da obra. “Nem registro tinha. Não tinha projeto de condomínio, memorial, nada”, declarou.

Terreno onde ia ser construído o condomínio possui apenas alicerces

Na cidade, as obras começaram em fins de 2016. Até o momento, o terreno possui apenas os alicerces das casas que seriam construídas. A imobiliária que intermediava

as negociações no município também foi lesada. A empresa reforça que não tinha responsabilidades sobre as construções, somente fazia intermediação, conforme contrato.

Ao tomar conhecimento das irregularidades, a empresa cancelou as negociações e reuniu seus clientes para acionar judicialmente a Ampar. “Por questão ética e moral, estamos pagando nossos clientes do próprio bolso”, afirmaram os representantes da imobiliária, em entrevista à Gazeta.

A Ampar já estaria sendo processada por outros compradores que não receberam os imóveis. O Ministério Público abriu uma ação civil pública contra a empresa. Em entrevista à RBS TV, o advogado da construtora, Aroldo Fagundes da Silva, diz que a companhia tem endereço fixo em Porto Alegre e que não representa os donos na esfera criminal.

Reportagem: Caroline Motta / Gazeta de Rosário
Fotos: Reprodução / RBS TV
Julio Lemos / Gazeta de Rosário

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