Você Está
Início > Notícias > Destaque > Jair Mendes e Rogério Ustra assumem vagas na Câmara de Vereadores de Rosário do Sul

Jair Mendes e Rogério Ustra assumem vagas na Câmara de Vereadores de Rosário do Sul

A manhã de terça-feira (17) foi marcada pela posse dos vereadores Jair Mendes (PMDB) e Rogério Ustra (PMDB), no Legislativo de Rosário do Sul. Eles assumem cadeiras após a extinção dos mandatos dos vereadores Jalusa Sampaio (PP) e Afrânio Vasconcellos (PP), pela Justiça Eleitoral.

Rogério Ustra. Foto: Rhayza Moreira / Gazeta de Rosário

Jair Mendes ressaltou a importância do fato para o partido, que nos últimos 13 anos não contou com vereadores na Câmara de Rosário do Sul. “Chegamos na Câmara de Vereadores em um momento muito importante para o município”, disse, citando a votação do chamado Orçamento Impositivo, que estipula a execução de emendas parlamentares no Orçamento anual, e também do Orçamento municipal. “A expectativa é grande, começamos a trabalhar já a partir da nossa posse. A busca de recursos para o município será incessante junto aos nossos parlamentares, para que possamos auxiliar o Executivo e dar qualidade de vida aos nossos munícipes”, declarou.

Segundo Mendes, a questão das estradas rurais será um tema de foco, pois são os “produtores rurais que alavancam a economia municipal”. Além disso, ele cita questões relativas à situação do Hospital Nossa Senhora Auxiliadores a serem tratadas. “Temos um título de filantropia que não existe mais, temos um decreto de intervenção no qual o hospital não é particular, mas também não é público. São alguns questionamos que estaremos encaminhando a nível de Executivo para que possamos traçar uma meta e uma linha a ser seguida”, concluiu.

Jair Mendes. Foto: Rhayza Moreira / Gazeta de Rosário

Assim como o novo colega, Rogério Ustra destacou o momento como significativo para o partido e para o município. “Traçamos muitas metas, muitos sonhos. E esse passo que estamos dando, só vem a nos fortalecer”, enfatizou ele, que ainda comentou a aliança entre município, Estado e Governo Federal, todos do PMDB.

Sobre a relação com o Executivo, Ustra também disse que buscará esclarecimentos sobre alguns pontos, como das regularizações fundiárias e programas habitacionais. “Por que não estão andando no município? Por que existem extensões de áreas e as pessoas vivem amontoadas nos bairros?”, questionou. Ele também citou a importância dos produtores rurais e de grandes empresas que estão buscando se instalar em Rosário. “Será que o poder público está fazendo sua parte? É isso que nós vamos tentar: dar todo suporte possível”.

O presidente da Câmara de Vereadores, Gilson Alves (PDT), deu um recado aos novos vereadores: “Nós, da Câmara Legislativa, damos as boas vindas aos novos colegas que vieram agregar à Casa”.

Jalusa e Afrânio foram cassados em setembro deste ano

O pedido de cassação dos mandatos da vereadora Jalusa Sampaio (PP) e do vereador Afrânio Vasconcellos (PP) foi aceito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) no dia 5 de setembro. O afastamento ocorreu devido a um suposto desvio de finalidade de recurso do fundo partidário destinado às mulheres para a campanha eleitoral, recebido pela então candidata Jalusa, que teria sido usado também pelo candidato Afrânio.

A verba de R$20 mil foi recebida por Jalusa através do Partido Progressista (PP), pelo qual os candidatos concorreram e foram eleitos no pleito municipal de 2016. O valor pertenceria ao fundo da Mulher Progressista e deveria ser destinado apenas a candidatas femininas. No entanto, desse montante, R$ 2 mil foram remetidos à candidatura de Afrânio Vasconcellos. Outra parte, R$ 10 mil, foi destinada ao candidato a prefeito Alissom Sampaio, que não foi eleito.

A atitude feriria a Lei dos Partidos Políticos. O processo analisado no TRE-RS foi julgado procedente de forma unânime pelos juízes, cassando os diplomas dos dois vereadores progressistas eleitos. Ainda cabia recurso da decisão, que foi negado.

Em declaração nas redes sociais, Jalusa Sampaio disse que buscará reverter o resultado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Confio na justiça e sei que meu direito será restabelecido, (…) pois os votos e a confiança depositada por meus eleitores são maiores e mais importantes do que um erro cometido na hora da prestação de contas”, disse. “Insisto, porque me acusam de ter utilizado dinheiro de campanha para fazer campanha. Eu não recebi dinheiro de empresas ou pessoas com interesses, recebi apoio do meu partido e usei os recursos para a campanha do meu partido à majoritária”, completou.

Ela também desejou êxito ao seu suplente Jair Mendes, durante o período em que se mantiver afastada. “Desejo que faça um bom trabalho em prol de Rosário do Sul e que seus projetos, metas e planos priorizem sempre o bem comum e de todos os munícipes”, concluiu.

Afrânio Vasconcellos, por sua vez, também considera sua cassação injusta. Segundo ele, não houve má fé. “Tanto é que declarei tudo certinho para a Justiça Eleitoral. O TRE foi muito rigoroso na sentença. Peço desculpas aos 745 eleitores que confiaram seu voto em mim, mas podem ter certeza que sou inocente”, declarou. Assim como a colega Jalusa, ele diz que, enquanto houver recursos, irá recorrer da decisão.

Quando da ocasião da primeira decisão, Vasconcellos publicou também nas redes sociais que sua cassação ocorreu por um erro do Partido, a nível nacional. “Não cometi crime nenhum, sou, e sempre fui, um homem honrado, íntegro, trabalhador, e acima de tudo honesto”, completou.

Reportagem: Caroline Motta e Dyuli Soares / Gazeta de Rosário
Fotos: Rhayza Moreira / Gazeta de Rosário e Câmara de Vereadores / Divulgação

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Top