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Médicos apontados em ocorrência policial falam à Gazeta de Rosário

A Gazeta de Rosário entrou em contato com os médicos envolvidos no caso que gerou ocorrência policial, após uma senhora de 62 anos falecer em Rosário do Sul. Conforme o registro, a senhora estava com uma dor intensa no peito, que irradiava para os braços. Ela foi atendida no pronto atendimento e também em consulta particular, porém acabou falecendo. 

Procurado pela Gazeta, o médico plantonista do Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora (HCNSA) que atendeu a senhora, João Augusto de Vasconcelos da Silva, de 55 anos, disse que as acusações são inverídicas e que não pretende polemizar. “Faz 20 anos que trabalho em consultórios e UTIs e nunca tive problema nenhum em Santana do Livramento. Isso é um problema de um familiar que não aceitou a morte da ente querida e botam a culpa na gente. Nunca omiti socorro pra ninguém, sempre atendi todo mundo”, disse Vasconcelos.

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O profissional ainda informou que a paciente teria chegado ao hospital com dor abdominal e diarreia, e foi tratada para estes sintomas. Ele ainda completou: “Ninguém tem como saber se o paciente tem problemas coronários em um pronto socorro de SUS, que não tem exame específico (…), só se tivesse lá uma clínica com cateterismo na hora do evento para poder ter certeza se é infarto ou não é”.

Também procurado pela reportagem, o outro médico envolvido, Agripino Azambuja de Oliveira, de 72 anos, não se manifestou. O escritório de advocacia que representa o médico neste caso, Gonzales e Cunha Advogados Associados, informou em nota que as informações amplamente divulgadas nas redes sociais “não traduzem a realidade do ocorrido”.

“Em face da gravidade das acusações inverídicas a que o Dr. Agripino Azambuja de Oliveira tem sido vítima em diferentes meios de comunicação, todas serão devidamente apuradas e a justiça deverá ser feita. Embora respeite a dor e luto dos amigos e familiares da falecida, as acusações a que o Dr. Agripino Azambuja de Oliveira tem sido vítima devem ser criteriosamente avaliadas”, diz a nota.

Relembre

Uma ocorrência policial foi registrada na última quarta-feira (20) contra os dois médicos que atenderam uma senhora de 62 anos que, posteriormente, veio a falecer. Conforme o registro, feito pelo filho da paciente, ela estava com dor intensa no peito, que irradiava para os braços e buscou atendimento no hospital. Lá, o médico de plantão teria receitado um analgésico.

Como a paciente continuava sentindo dores, um médico particular foi procurado e teria requisitado exames a serem realizados no dia seguinte. No entanto, a senhora acabou falecendo na terça-feira (19). Ela chegou a ser encaminhada ao HCNSA, mas não resistiu.

O filho da mulher, de 38 anos, expressou sua indignação em redes sociais e o caso teve ampla repercussão entre os rosarienses. Até a divulgação desta notícia, a publicação já possuía centenas de compartilhamentos.

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