Papa Francisco acata renúncia de Dom Gílio Felicio
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Papa Francisco acata renúncia de Dom Gílio Felicio

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na última quarta-feira (6), através de sua Nunciatura Apostólica do Brasil, a decisão do Papa Francisco em acolher o pedido de renúncia ao governo pastoral da Diocese de Bagé, apresentado pelo Bispo Dom Gílio Felício. O líder católico solicitou a carta renúncia para cuidar de sua saúde, após 20 anos atuando como Bispo. Ele atuava desde 2003 na Diocese de Bagé, da qual a Paróquia Nossa Senhora do Rosário faz parte.

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A Diocese de Bagé possui 18 paróquias em vários municípios e tem mais de 30 padres. Para a administração, será feita uma reunião com o Conselho Presbiteral, que irá nomear um administrador da Diocese até o Papa Francisco enviar um novo Bispo. Neste período, a diocese fica chamada de Vacante. Já Dom Gílio seguirá como Bispo Emérito e deve cumprir alguns compromissos antes agendados, como a ordenação do jovem seminarista Fábio Augusto, em Dom Pedrito, no dia 15 de junho. Além disso, Dom Gílio terá um compromisso em Rosário do Sul, no dia 8 de julho, onde irá rezar uma missa gaúcha às 16h, no CTG Adaga Velha.

Para o padre Juberto Nunes, um dos párocos da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Dom Gílio efetuou um grande trabalho a frente da diocese. “Dom Gílio com seu grande carisma de fazer relações e evangelizar, sem dúvida deixa a Igreja muito próxima do povo. Uma pessoa fácil de se relacionar, dinâmico nos seus trabalhos pastorais na diocese; ajudou a igreja no Brasil a quebrar o racismo, assumindo a coordenação nacional da Pastoral Afro. (…) Outro legado: foi um Bispo que sabia dialogar muito bem com todas as culturas”, explicou Padre Juberto.

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Nomeado pelo Papa João Paulo II, Dom Gílio atuou como bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador (BA) em 1998 e teve como lema de vida episcopal “evangelizar a todos”. Foi o criador da Pastoral Afro na Arquidiocese Soteropolitana e em dezembro de 2002, foi nomeado bispo da Diocese de Bagé. Sua posse ocorreu em março de 2003 e até 2007 foi o coordenador nacional da Pastoral Afro Brasileira. Desde 2011 era membro do Conselho Econômico e Social do Estado do Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação

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