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Sindisaúde realiza protesto por falta de pagamento dos servidores do hospital

Organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Rosário do Sul (Sindisaúde Rosul), ocorreu na manhã desta sexta-feira (8), um protesto dos funcionários do Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora (HCNSA), que estão há um mês e meio sem receber salários.

Entre faixas cobrando seus direitos, funcionários e membros do sindicato protestaram junto ao saguão do HCNSA. O presidente do Sindisaúde, Márcio Santana, falou a reportagem da Gazeta e explicou a crise pela qual os 225 funcionários estão passando. “Nós recebemos no dia 28 de janeiro 50% do salário de dezembro”, disse. Além disso, Marcio afirma que um montante de R$ 47 mil reais, referente a descontos e pagamentos de convênios dos funcionários, deveria ter sido repassado ao Sindicato, o que não aconteceu. “Protocolamos ontem [quinta-feira, dia 7], e ele [provedor] tem 48 horas para nos pagar. Se não pagar até segunda às 10h, o Sindicato estará fazendo um boletim de ocorrência na Polícia Civil e vamos pedir que a lei seja cumprida”, ressaltou.

A falta de repasse dos convênios, conforme Santana pode levar a um colapso no ciclo dos mesmos na cidade. “Queremos dizer que estamos correndo um sério risco pelo atraso do não pagamento dos convênios da comida, do gás, da farmácia e da gasolina de serem cortados; o que vai impactar drasticamente na sobrevivência dos funcionários, já que estão com um mês e meio de salário atrasado. Sem convênio a crise vai pegar nessas famílias”, argumentou.

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O provedor do HCNSA, Paulo Fernandes, informou que aguarda os valores atrasados dos incentivos via Governo Estadual para quitar os salários dos funcionários.  Conforme Fernandes, o total em atraso do governo é de R$ 800.000,00, desde o mês de setembro. “Consegui pagar 13º e a metade do salário de dezembro e estou aguardando que o Estado nos repasse o que está devendo para cumprir com as obrigações com funcionários”, destacou. Além disso, Fernandes contou que está encaminhando um financiamento junto ao Banrisul também com objetivo de pagar os atrasos.

Durante a manifestação, o sindicato cobrava ainda, que mesmo com um repasse de R$ 739 mil reais para a entidade no mês de janeiro, o salário dos funcionários não teria sido priorizado. Paulo Fernandes explicou que parte deste valor foi utilizado para o pagamento destes 50% do salário do mês de dezembro. Entretanto, o restante precisou ser destinado a compra de insumos, pagamento de energia elétrica e para o funcionamento de todos os setores da entidade, e concluiu: “em vista dos hospitais da região, nós até que estamos em uma situação um pouquinho melhor. Não que eu queira justificar o atraso e os problemas dos outros comparados ao meu, a obrigação é atender bem o usuário. Mas esse é um problema de ordem global, não só de Rosário”.

De acordo com o sindicalista, não há previsão de greve. “Por enquanto, mas estamos fazendo o nosso protesto aqui para que a comunidade tome ciência que esta categoria está trabalhando com uma série de dificuldades e com crise no seu sustento”, frisou.

Sindicato protocolou ação no Ministério Público

Na manhã de quinta-feira (7), o presidente do Sindicato Márcio Santana, e os vereadores Cristiano Rodrigues (PP), Rogério Ustra (MDB), Jair Mendes (MDB), Gilson Alves (PDT) e Glei Pacheco (PDT), protocolaram ação no Ministério Público. Conforme Santana, o hospital que é filantrópico, teria feito empréstimo bancário e depositado o valor em uma empresa privada. “Um recurso que o hospital fez um empréstimo bancário e este recurso foi colocado numa empresa privada a 2% ao mês. Entendemos que durante os meses que ficou lá, a categoria sofreu atraso de férias, atraso de salário, atraso de repasse, atraso de mensalidade, sofrendo tudo isso com dinheiro em caixa”, explicou.

Acompanhado de vereadores, Santana entregou pedido para apuração pelo Ministério Público (Foto: Divulgação)

Marcio ainda comentou a motivação para procurar o Ministério Público. “O Sindisaúde é sócio mantenedor do hospital e é fiscalizador, então é um dever nosso saber se isso é normal. Essa prática de um hospital filantrópico usar dinheiro de banco. (…) Se for comum, não tem problema nenhum. Nós queremos saber essa situação”, concluiu.

De acordo com o provedor do hospital, Paulo Fernandes, o recurso foi aplicado na Cooperativa Agroindustrial de Rosário do Sul (COARROZ) que é entidade sócia mantenedora do HCNSA. Fernandes ainda ressaltou que o fato será relatado durante a assembleia de prestação de contas do HCNSA.

Foto destaque: Julio Lemos / Gazeta de Rosário

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