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Arrozeiros realizam mobilização em Restinga Sêca

Produtores rurais seguem buscando soluções para a crise no setor arrozeiro. Na última quarta-feira (31), mais de duas mil pessoas participaram de evento em Restinga Sêca, organizado pelo movimento Te Mexe, Arrozeiro 2018. Lideranças rurais de Rosário do Sul também estiveram presentes na ocasião (foto), que discutiu questões como o arroz abaixo do mercado, as razões do endividamento e dos altos custos de produção e a busca por igualdade junto ao Mercosul.

Segundo a organização, participaram do evento arrozeiros do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Em ato simbólico, houve uma “virada de mesa” ao que os promotores da mobilização chamaram de “omissão, exploração, formalismo, politicamente correto, politicagem e enrolação do setor”. Rosário do Sul foi representado por membros da Associação dos Arrozeiros, do Sindicato Rural, da Câmara de Vereadores e produtores rurais em geral.

Uma relação de pautas foi formalizada para ser enviada a entidades como a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), com pedido de prioridades como o endividamento, importação do arroz do Mercosul e classificação do arroz brasileiro. Veja lista.

O movimento Te Mexe, Arrozeiro aponta a “falta de política agrícola adequada, sem preço mínimo viável, sem juros compatíveis com a atividade agrícola e sem a fiscalização necessária do mercado para inibir a formação de cartéis” como causadores de um desequilíbrio e um enfraquecimento do setor. “Que este momento sirva de reflexão aos governantes e lideranças em geral, de que o setor agropecuário vive dias muito difíceis”, diz nota enviada à imprensa pela Associação dos Arrozeiros de Rosário do Sul, de autoria da representante Lívia Carvalho. A entidade abrange também os municípios de Palmares do Sul, Capivari do Sul, Osório, Cidreira e Balneário Pinhal.

As demandas do Movimento “Te Mexe, Arrozeiro”

  • Renegociação de dívidas do setor com prazo e condições reais de pagamento;
  • Seguro de renda para a cultura;
  • Ajuste dos preços mínimos ao real custo de produção das lavouras irrigadas (R$ 43,00);
  • Disponibilização de mecanismos de comercialização AGFs, PEP Exportação e Pepro com base nos preços mínimos revisados pelo custo de produção;
  • Reinserção dos arrozeiros ao crédito oficial mediante renegociação e securitização das dívidas em condições de pagamento condizentes com a realidade da lavoura;
  • Redução dos juros e custos do crédito oficial;
  • Liberdade de compra de insumos permitidos no Brasil (por princípio ativo) e fertilizantes no Mercosul com isenção de impostos de importação;
  • Equalização das tarifas de ICMS entre os estados brasileiros;
  • Aplicação da Lei Goergen que obriga fiscalização e testes fitossanitários em arroz importado para identificar a presença de resíduos, defensivos proibidos e contaminações;
  • Leis mais rigorosas para fraude na tipificação do arroz à venda com penas rigorosas para indústrias e industriais/responsáveis;
  • Redução dos juros e prazos de vencimento para o crédito privado liberado pelas indústrias;
  • Fortalecimento das entidades arrozeiras e maior representatividade dos pequenos e médios produtores da Depressão Central;
  • Transparência na elaboração e divulgação de dados de safra pelas organizações públicas para evitar impacto negativo ao mercado;
  • Formar uma comissão representativa;
  • Medidas de apoio à exportação.

Fonte: Te Mexe, Arrozeiro 2018
Fotos: Associação dos Arrozeiros de Rosário do Sul / Divulgação

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