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Ciclista, que percorre o Brasil, retorna a Rosário do Sul

O ciclista gaúcho Gilmar Edson de Azevedo, 58 anos, pedala há seis anos pelo Brasil e está em Rosário do Sul pela segunda vez. Ele já percorreu 23 estados, contabilizando mais de 100 mil quilômetros em duas rodas. De acordo com o ciclista, ele leva uma mensagem de Deus e sua experiência de cura de um atrofia de nervos e uma sequela de paralisia temporária.

Azevedo chegou a Rosário do Sul na última terça-feira (5), vindo de Alegrete, e está acampado no camping da Praia das Areias Brancas. Ele sobrevive de doações e realiza pedágio nas ruas para arrecadar fundos para a alimentação. O ciclista já esteve na cidade em 2014.

Com vestimentas simples, uma bicicleta com quatro baldes – que servem de porta-objetos – e uma bandeira do Brasil, Gilmar pedala desde 2013. Ele visitou a redação da Gazeta na tarde desta quarta-feira (6). O ciclista destacou que abandonou tudo que tinha para se dedicar ao projeto de pedalar até os 60 anos e depois escrever um livro contando suas experiências Brasil a fora.

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Com quatro pontos de nervos atrofiados,Azevedo conta que quase teve a perna esquerda amputada por uma trombose e teve uma sequela de paralisia no lado esquerdo do corpo. “Entreguei a Deus que me deu a cura e estou gratificado com essa sobrevida”, destacou. Ele não fazia exercícios físicos e largou todos os bens para iniciar uma longa jornada em duas rodas. Primeiro percorreu todo o Rio Grande do Sul no chamado “Contornando as fronteiras do Rio Grande”. Depois partiu para os demais estados do país.

Em sua segunda passagem pelo RS, ele tinha planos de ir para a Argentina até Buenos Aires, mas por questões burocráticas acabou desistindo e está refazendo agora o seu roteiro no estado.

A jornada do ijuiense é solitária, conta com apoio de funcionários de postos de gasolina, onde realiza a pernoite, higiene pessoal e alimentação. Também conta com apoio esporádico de ciclistas, lojistas e proprietários de lojas de bicicletas. Ele realiza vários tipos de serviço por onde passa como jardinagem, serviços gerais e pinturas.

Seus registros pessoais da viagem são feitos por terceiros e de todas as experiências destaca que Deus esteve sempre com ele. “Essa jornada provou que Deus estava no controle e comando no que fazia. Eu não era feliz e me desfiz de todos os bens materiais, descobri no pedal a alegria de viver, satisfação e o prazer de vida”, acrescentou.

Ainda sem rumo certo de onde irá parar a longa jornada, ele afirma que irá recuperar, através dos registros de internautas, todos os momentos de sua viagem e irá fazer um livro contando tudo.

Ele conta que está feliz em retornar para rever também os amigos que fez aqui em 2014. O roteiro prosseguirá rumo a Santana Livramento.

Reportagem e foto: Julio Lemos / Gazeta de Rosário

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