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Suspeito de assassinar crianças em “ritual satânico” seria natural de Rosário do Sul

Um crime chocou o Brasil na última semana: duas crianças foram assassinadas durante o que seria um “ritual satânico”, com requintes de crueldade. O caso estava sendo investigado desde setembro de 2017, quando os corpos de uma menina e um menino foram encontrados esquartejados em um matagal no município de Novo Hamburgo. No último dia 27 de dezembro, três pessoas foram presas suspeitas da morte das duas crianças. Um dos investigados seria líder de um templo satânico, e natural de Rosário do Sul.

Conforme informações divulgadas pela GaúchaZH, Sílvio Fernandes Rodrigues, 44 anos, teria nascido em Rosário do Sul e se mudado durante a adolescência para Porto Alegre, com a mãe e uma irmã. Ele já teria atuado como balconista de boate e vendedor de anúncios classificados. Agora, é considerado como o “bruxo” que comandou o ritual que teria envolvido o sacrifício das duas crianças encontradas mortas.

Rodrigues teria perdido o pai quando tinha apenas um ano de vida. Na capital, casou aos 20 anos com uma jovem do interior e se mudou para Pelotas. O casal teve dois filhos, mas se separou e o homem retornou à Porto Alegre, onde uniu laços com nova companheira, no início dos anos 2000. Com ela, ele teria aprendido a fazer “trabalhos espirituais” após ficar desempregado.

Segundo a matéria da GaúchaZH, conhecidos do homem relataram que os serviços prestados por ele tinham como foco pactos de amor e prosperidade no trabalho, rendendo até R$ 10 mil. Chamado de “Mestre Silvio”, ele separou-se da segunda mulher e foi morar com outra companheira no Passo do Hilário, em Gravataí, onde há cerca de quatro anos residia na zona rural. O sítio abrigava animais que serviriam para a realização dos rituais. Os trabalhos teriam até um site para serem divulgados via internet: Templo de Lúcifer – Local de Alta Magia.

Segundo um amigo, Rodrigues teria embolsado R$ 25 mil pagos pelos clientes que encomendaram o esquartejamento das crianças, mas não teria cometido o crime. O homem também foi impedido, no final de 2017, de se aproximar de uma das mulheres com quem manteve relacionamento amoroso. Ela alegou que era vítima de ameaça e obteve, na Justiça, medidas protetivas.

O filho de Rodrigues também se manifestou à ZH, e negou que o pai tenha cometido crimes, tampouco recebido os R$ 25 mil. Segundo ele, Rodrigues é vítima de perseguição religiosa.

Entenda o caso

Um argentino, considerado foragido, seria o responsável por raptar as vítimas. Elas seriam irmãs e de naturalidade estrangeira, visto que seus DNAs não foram reconhecidos pelo banco de dados brasileiro.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos negam envolvimento nas mortes. Conforme a investigação, o ritual foi realizado para conseguir prosperidade profissional e foi encomendado por dois empresários sócios do ramo imobiliário. Uma testemunha teria presenciado o ritual e relatado detalhes à polícia.

Os corpos, esquartejados, foram encontrados no dia 4 de setembro, e outros membros foram localizados apenas no dia 18. Os crânios das crianças ainda não foram encontrados.

Com informações da GaúchaZH
Fotos: Policia Civil / Divulgação

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