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Funcionários do hospital de Rosário do Sul protestam por pagamentos

Não é de hoje que os frequentes atrasos nos salários dos funcionários do Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora (HCNSA) vêm sendo discutidos entre a classe, autoridades e a comunidade rosariense. Na manhã da última quarta-feira (3) o assunto voltou a foco com uma manifestação do quadro funcional da entidade. O ato foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Serviço em Saúde de Rosário do Sul (Sindisaúde).

Pagamento do 13º salário foi uma das reivindicações. Foto: Rhayza Moreira / Gazeta de Rosário

Os manifestantes se reuniram durante toda a manhã em frente ao HCNSA para reivindicarem, entre outras questões, o pagamento do 13º salário do ano de 2017, repasses dos valores descontados dos salários pela utilização dos convênios da entidade com o comércio da cidade e o pagamento das férias referentes ao mês de dezembro.

Segundo Marcio Santana, presidente do Sindisaúde Rosul, a classe, que sente seus direitos trabalhistas afetados com a situação, conta com o apoio da população rosariense, que utiliza dos serviços prestados pela instituição. “Esperamos que a comunidade entenda, não é só o salário, hoje no Brasil existem dificuldades de recebimento de salário em várias repartições, mas nós acumulamos diversas ilegalidades contra nossos direitos trabalhistas”, ponderou ele.

O ato da quarta-feira foi uma tentativa de pressionar a gestão hospitalar para efetuar o pagamento do 13º salário dos funcionários. Na semana anterior, após uma caminhada em protesto, o salário referente ao mês de outubro foi pago depois de 54 dias de atraso.

Outra reivindicação feita pelos manifestantes é que o valor referente à sobra do orçamento de 2017 do Poder Legislativo Municipal seja repassado ao HCNSA pela Prefeitura. Segundo Santana, esta seria uma manobra legal, que já foi aprovado pelos vereadores e realizada em outras ocasiões. “Temos um documento comprovando que esse investimento no hospital é legal, tanto que já foi feito em outra oportunidade,” observou.

Além disso, o presidente do Sindisaúde lembrou que outro motivo para as manifestações é o repasse do fundo de garantia do funcionalismo que, de acordo com ele, não estaria sendo feito em dia. “Temos questões de INSS onde não somos respeitados, e nesse momento estamos querendo que as coisas tenham um plano, tenham um projeto para resolver essa situação”, declarou Santana.

O ato foi organizado pelo Sindisaúde Rosul. Foto: Rhayza Moreira / Gazeta de Rosário

Financiamento de R$ 900 mil deve ser assinado pela provedoria do HCNSA

Em contato com a Gazeta de Rosário, o provedor do HCNSA, Paulo Fernandes, afirmou que ainda nessa sexta-feira (5) seria assinando um financiamento com o FUNAFIR (Fundo de Apoio aos Hospitais Filantrópicos) na ordem de R$ 900 mil, com prazo de cinco anos, sendo um ano de carência para o pagamento, atrelado aos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS). A provedoria também informou que foi efetivado o pagamento do mês de novembro, no dia 27 de dezembro de 2017. Já o pagamento dos convênios com o comércio local foi efetivado na última quinta-feira (4), abrindo novamente o crédito.

“Cremos estar satisfazendo a reivindicação do Sindisaúde, que só não foi saldado com maior brevidade, devido ao atraso dos repasses. Preocupa-nos de imediato a quitação dos salários do mês de dezembro de 2017, uma vez que teremos atrasos novamente”, declarou Fernandes. “Agradecemos a compreensão do Sindisaúde pela maneira civilizada que se comportou durante a paralisação.  Esperando que no futuro, possamos esgotar as negociações antes de tomar medidas extremas”, concluiu.

O debate sobre o atraso em repasses do estado para o HCNSA já se estende há meses. Em novembro, uma emenda dentro do Orçamento 2018 do Rio Grande do Sul chegou a entrar em pauta, para destinação de R$ 3 milhões ao hospital de Rosário, mas foi rejeitada na Assembleia Legislativa.

No início do mesmo mês, representantes do município foram à AL solicitar apoio da Comissão de Saúde e Meio Ambiente em relação ao atraso nos repasses do Estado para a casa de saúde, que já somavam três meses. Na época, o valor chegava a cerca de R$ 580 mil.

Caminhada em protesto pelo atraso já havia ocorrido. Foto: Reprodução / Facebook

Protestos começaram na última semana de 2017

Na última semana do ano de 2017, funcionários do Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora (HCNSA) realizaram uma caminhada em protesto ao atraso salarial. O ato aconteceu no início da noite do dia 28, e saiu da instituição em direção ao centro da cidade.

Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Serviço em Saúde de Rosário do Sul (Sindisaúde), a manifestação contou com a participação de diversos funcionários do HCNSA, além de familiares e membros da comunidade rosariense. Na ocasião, a classe reivindicava o pagamento do salário do mês de outubro, que até então estaria com 53 dias de atraso.

Após a pressão feita pelo quadro funcional, a instituição realizou o pagamento salarial referente a outubro logo no dia seguinte. Márcio Santana, presidente do Sindisaúde, declarou que as manifestações têm o intuito de mobilizar a população rosariense e principalmente a gestão do hospital para as reivindicações da categoria. “Não tínhamos recebido o salário, o 13º, e nem as férias do mês de dezembro, uma situação que se torna insustentável para a categoria”, finalizou ele.

Reportagem: Rhayza Moreira / Gazeta de Rosário
Fotos: Rhayza Moreira / Gazeta de Rosário e Reprodução / Facebook

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